A grande indústria da continuação

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Existem algumas franquias que nasceram para dar certo e, por causa disso, sempre existe aquele fã sedento por mais, como se fosse um vampiro com níveis de glóbulos vermelhos abaixo do normal. Uma das primeiras franquias de sucesso, nasceu em 1977, Star Wars: Uma Nova Esperança revolucionou o mundo do cinema e a vida de seu criador, George Lucas.

Suas personagens se tornaram tudo de possível fora das telas, de brinquedos do Mac Donalds, até mochilas escolares ou lápis estampados. E tanto merchandising, torna uma franquia ainda mais milionária. Para você ter uma ideia, existe até um Furby Chewbacca, isso sem mencionar os diversos apetrechos com a cara de um dos maiores e mais queridos vilões da história do cinema: Darth Vader. É claro que um sucesso dessa proporção deve ser explorado e foi exatamente o que George passou a fazer desde então.

Seu próximo lançamento, Star Wars: O Império Contra Ataca, chegou cercado de expectativas e mostrou para o mundo que aguardava o lançamento que o diretor tinha muita bala na agulha. Prova disso, foram os próximos lançamentos que acumulavam altíssimas cifras. Hoje em dia, George Lucas é visto como um dos maiores diretores do mundo, mas para os fãs mais obcecados por esse universo, com certeza é visto como um Jedi-Mor.mTudo bem que houve alguns deslizes no decorrer do caminho até esse último lançamento: Star Wars e A Ascensão Skywalker de 2019, mas, provavelmente, culpa dos demais diretores que quiseram aumentar um pouco mais esse universo fantástico criado por George Lucas.

Outra franquia milionária chegou de mansinho e conquistou o mundo inteiro em um passe de mágica: Harry Potter e a Pedra Filosofal. Os livros já haviam se tornado leitura obrigatória até para nossos avôs de noventa anos, devido a tamanho sucesso, nada mais comum que levar a saga para as telas… Milhares e milhares de fãs se acotovelaram para comprovarem se tudo estava nos conformes na tela do cinema, claro que teve muita gente que reclamou por causa de algumas adaptações necessárias, mas, mesmo assim, não deixaram de assistir os demais filmes.

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Vamos pegar outra franquia que recebeu algumas críticas pela “viagem” e adaptações fora do universo da história: O Senhor dos Anéis. Este também recebeu grandes críticas por causa de algumas mudanças, entre elas, o fato de Arwen parecer tão importante na trilogia maravilhosamente dirigida por Peter Jackson. Existem também aqueles que criticam o relacionamento de Gmili e Legolas, mas até aí… Frodo e Sam, parecem muito mais bem chegados, digamos assim.

Bom, mas depois do sucesso de O Senhor dos Anéis e de respirar um pouco mais aliviado, eis que Peter Jackson decide revisitar o mundo criado pelo mestre Tolkien e traz para a tela, “O Hobbit”. O Senhor dos Anéis, originalmente é dividido em três partes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei. Jackson seguiu conforme o mestre mandou, porém, já em O Hobbit, preferiu ser mais fiel à narrativa e eis que um livro de 310 páginas se transformou em uma trilogia: O Hobbit: Uma aventura inesperada, O Hobbit: A Desolação de Smaug e O Hobbit: A batalha dos cinco exércitos e não estamos falando de filmes de uma hora de duração.

Além dessa maravilhosa obra cinematográfica que tem tudo para se transformar em um clássico de nosso tempo, cito outra trilogia que acabou sendo a precursora de muitas outras trilogias: a saga Crepúsculo. Sei que algumas pessoas torcerão o nariz, no entanto, a saga milionária de Stephenie Meyer foi à culpada por muitas outras que saíram. Cito também a trilogia “Tons de Cinza” que foi a faísca inicial para o gênero hot na literatura, e, detalhe, essa trilogia nasceu por causa da saga Crepúsculo. Para quem não sabe, E.L. James, escreveu a caliente noite de núpcias de Edward e Bella (protagonistas da obra de Meyer) e fez tanto sucesso na internet que E.L. James acabou sendo convidada para escrever algo na mesma linha para uma editora. Confesso que li o primeiro Tons de Cinza, queria saber o que tinha ali dentro que havia feito tanto sucesso e, para minha surpresa, ao ler, era como se lesse Stephenie escrevendo sandices sexuais, ou seja, podemos dizer que E.L. James foi uma “chupadora” nata. Mas, opiniões a parte… E só para não dizer que não falei das flores, nesta lista podemos incluir o sucesso “Jogos Vorazes”, “Maze Runner” um pouco mais humilde e o blockbuster de todos os tempos: o universo Marvel.

Todos esses filmes tem algo em comum, foram realizados a partir de uma franquia de sucesso, de livros de sucesso, concebidos justamente para este fim. Diferente de outras franquias que estão sendo criadas justamente devido ao sucesso de seu predecessor, hoje em dia, se um filme explode nas bilheterias, os estúdios já começam a pensar em uma continuação para ele, buscam qualquer fagulha de ideia que possam utilizar para tentarem repetir o sucesso.

Vamos usar o King-Kong como exemplo. Desde sua primeira produção, segue a mesma história e sempre com o personagem principal morrendo no final. Foi assim em 1933, 1976 e 2005. Então, foi aí que a Warner Bros., em 2014 lançou Godzilla que foi um reboot de todos anteriores e três anos depois, eis que lançam: Kong: Ilha da Caveira, que surpreendeu o público por entregar um final completamente diferente de seus antecessores. Por quê? Por causa de um tal de Monsterverse que é capitaneado por uma organização chamada “Monarch”, uma espécie de SHIELD. Em Kong, além do gorila ter recebido alguns aditivos por causa de sua enormidade, ainda termina a película vivo, ou seja, contrariando toda mitologia que o cercou durante tantos anos. Mas, obviamente, isso faz parte dos planos de uma das grandes produtoras que continua longe do laço da poderosa Disney, algo que podemos ter plena certeza ao assistir Godzilla: O Rei dos Monstros, onde a Monarch aparece mais atuante e o melhor, soltando alguns monstros gigantes para dar mais emoção à produção. Juro pra você que em diversos momentos fiquei esperando pelo surgimento do Ultraman… Tudo isso para culminar em King Kong vs. Godzilla que será lançado no final de 2020. Agora, em Kong: Ilha da Caveira quem foi o vilão da história foi Samuel L. Jackson, em Godzilla: Rei dos Monstros, foi o largatão que salvou o planeta… Como podem colocar essas duas feras pra brigar depois de protagonizarem papéis que deixam em dúvida sua selvageria? Ambos foram heróis em seus respectivos filmes solos…

Outro filme que acabou fazendo sucesso e tornando-se uma franquia foi: Invocação do Mal. O primeiro filme de 2013 foi surpreendente, desde o roteiro até a escolha dos atores para representarem Ed e Lorraine Warren. O filme teve uma ótima arrecadação e arrancou sustos até dos mais incrédulos. E esse sucesso, com certeza foi visto como um sinal dos deuses… ou não… Aproveitando o grande “bum” dos casos do casal de demonologistas, eis que ganha as telas, Annabelle, outra ocorrência investigada pela dupla a respeito de uma boneca possuída por um espírito do mal que não havia passado pela Terra. O primeiro filme, além de impressionante, foi um sucesso de bilheteria e abriu portas para seu próximo filme, “A Freira” que, particularmente, achei espetacular. Essa onda de sucessos a partir de uma linha de filmes, gerou outra definição para os filmes inspirados em Ed e Lorraine, The Conjuring Universe. Acho que agora deve ser uma moda lançar filmes em série e colocar universe no final para justificar seus desdobramentos.

Lembro de uma frase de Bilbo Bolseiro em “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” quando ele diz que se sente fino demais, como manteiga espalhada no pão. Depois desses três filmes de sucesso, passaram a brotar suas continuações, Invocação do Mal 2, que superou a bilheteria de seu antecessor, mesmo assim, alguns poucos dólares, Annabelle 2: A Criação do Mal, que superou o primeiro lançamento e, na moda do Homem-Aranha, Annabelle 3: De volta para casa. Neste último, logo em seus primeiros minutos, sinceramente, achei que repetiria a linha dos anteriores, porém, depois disso, o filme acabou caindo em um lugar comum, seguindo uma linha mais padronizada nesse tipo de filme, mas, por essa razão, talvez não haja mais um Annabelle 4, perto dos outros dois lançamentos, este pode ser considerado um fiasco por causa dos baixos lucros em comparação aos outros. Agora, já o filme “A freira”… Foi uma das maiores bilheterias do The Conjuring Universe e, falando em freira, já estão trabalhando na continuação e, devido ao sucesso do #1, provavelmente esse novo episódio poderá superar. Agora… Se decepcionar os fãs e mesmo assim seguirem para o capítulo #3, provavelmente acontecerá como Annabelle 3 e ficará somente assombrando a vida de seus investidores.

E só para encerrar: com IT aconteceu o mesmo desdobramento. No original de 1990, acompanhamos intercalações dos personagens adultos e crianças. Já no remake de 2017, (isso é algo que achei super interessante), no capítulo um, focaram na infância dos garotos, membros do grupo dos perdedores e no Capítulo II, adultos, quando tiveram que cumprir a promessa de regressarem a Derry caso “a coisa” voltasse a atacar. E ainda falando de Stephen King, o clássico “Cemitério Maldito” ganhou um remake em 2019 e decidiram mudar a cor do gato e também quem é enterrado no simpático cemitério indígena. E por ter sido um filme de sucesso em bilheteria, adivinhem? Aguardem, já existem rumores acerca de sua continuação ou seria melhor: desdobramento?


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