A Múmia 2017

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Tenho observado que o cinema atual deixou um pouco aquele lance de arte de lado e partiu para as produções que possuem a capacidade e apelo de levar grandes multidões para as salas de cinema. Não condeno, afinal de contas, a facilidade da internet e dos piratas de plantão deixaram as produtoras cinematográficas com alguns milhões a menos em seus caixas. E por isso, nada mais comum do que investir naquilo que as pessoas vão querer pagar para ver.
A indústria notou que as pessoas estão procurando por filmes que contam com diversas continuações e interligações, prova disso são os filmes da Marvel, o fantástico Transformers, Velozes e Furiosos e muitos outros. Até mesmo o King Kong sofreu uma leve (para não dizer muitas) mudanças para dar aquele gostinho de quero mais… É, claro que virão muitos outros por aí. Não tenho nada contra continuações é até muito bacana assistir seus heróis em novas aventuras, mas… e quando o filme não é digno de uma continuação e mesmo assim dão a entender que existe a possibilidade da coisa toda continuar acontecendo?
É o caso do filme que intitula essa nova postagem. Quando fiquei sabendo que um novo filme de múmia chegaria as telas, senti meu corpo estremecer de curiosidade, mas ao saber que Tom Cruise fazia parte do elenco… Desculpa, nada contra o cara, ele fez um ótimo agente em Missão Impossível e um péssimo vampiro em Entrevista com o Vampiro e, particularmente, acho o Tom americano demais… Na minha cabeça, se você quer um filme que retrate os Estados Unidos, que em qualquer lugar saiba que é americano sem ter nada escrito, coloque a cara do Tom. Essa opinião me deixou com um pé atrás, mesmo assim, esperei para assistir ao filme.  E quando chegou finalmente o momento…
Me senti redondamente certo… Sinceramente, A Múmia com Tom Cruise me pareceu uma cópia muito barata da Múmia de 1999 com Brandon Fraser e etc., sério mesmo gente, só assistindo para ter certeza plena dessa infelicidade. Particularmente, se eles queriam fazer um remake, deveriam ter avisado, tudo bem que no de 1999 e um homem amaldiçoado e no 2017, uma mulher (como se essa mudança fosse suficiente para trazer originalidade ao filme), mas a ideia e os porquês é o mesmo, até os efeitos são praticamente os mesmos. Lembra daquele efeito da tempestade de areia formando uma cabeça de boca aberta? Pois é…
E o pior de tudo, no de 1999 haviam algumas piadas bem colocadas e interessantes, algo muito comum nos filmes atuais. Neste A Múmia 2017 também houve um momento assim, mas me deu a impressão de até mesmo os atores terem ficado voando sem saber exatamente o momento de rir e o porquê rir. Isso sem mencionar as lutas da Múmia de 1999 que tinham um que de comedia, neste novo, as lutas também querem ser engraçadas, ou melhor, tentam.
Uma coisa que vale a pena mencionar são essas organizações que surgem nos filmes, por exemplo, nos da Marvel, surgiu a SHIELD, no novo King Kong, uma divisão que estuda monstros e nesse novo Múmia uma organização que estuda demônios e criaturas que não deveriam existir, mas que existem… E o mais interessante é quem dirige a instituição… você o conhece de outros carnavais com certeza, e um personagem clássico com problemas de personalidade, que digamos que fez até parte do time da Liga Extraordinária, o único doutor do filme.
Enfim, A Múmia do Tom Cruise… Ops, isso não soou muito bem, mas bora assim mesmo… É um filme para ser assistido apenas uma vez, para acabar com a curiosidade. Os efeitos não tem nada de fantástico, nenhum que não tenha sido visto anteriormente, tem algumas cenas bacanas, mas algumas cenas não garantem um bom filme. Se alguém me perguntasse qual das múmias assistir, recomendaria o de 1999, tudo bem que tem pitadas humorísticas, mas é rico em conteúdo de lendas egípcias, bem diferente do A Múmia novo que para mim e um remake e muito mal feito.

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