Apesar de ter muitos trabalhos de Stephen King em minha estante, confesso que li poucos, gosto de sua escrita, da forma detalhada e de sua criatividade, contudo, sempre tive receio de acabar adotando na minha escrita alguma característica particular desse autor que vos falo (de maneira inconsciente é claro), por isso, de ano em ano leio alguma coisa, por exemplo, atualmente estou lendo “O Bazar de Sonhos Ruins”, uma coletânea de contos que tem se mostrado bem interessante. E, cá entre nós, é só ler algum livro de contos dele que as ideias começam a pulular minha mente…
Mas isso não é apenas com ele, na verdade, faço isso com uma grande quantidade de autores que possam influenciar meu trabalho de alguma maneira. Tenho consciência que o mundo é muito grande, que existem bilhões de cérebros, que algumas ideias podem se parecer, contudo, existe uma grande diferença entre parecer e ser uma cópia deslavada de determinado trabalho. Para mim, a arte é única e deve ser assim, por isso, não curto cópias desde tenra idade. Joguei ideias ótimas devido a similaridades, como por exemplo, uma ideia sobre quatro reinos em guerra… Não tinham Vagantes Brancos, mas continha a premissa de Game of Thrones.
Mas, vamos voltar ao cerne da questão… Apesar de não ler as obras do King na sequência, assisto aos filmes com uma admiração e um prazer que não tenho palavras para expressar. Por exemplo, o filme O Nevoeiro. Fantástico. É por causa dele que consigo imaginar o que as pessoas sentem com determinadas partes do livro A Casa de Ossos… O final do livro é simplesmente revoltante… Bom, eu acho soberbo… Rose Red: A Casa Adormecida, A Maldição do Cigano… Nossa Tadus Lenke… Algo que me encanta nos filmes baseados em suas obras são as personagens marcantes… Quem não chorou com John Coffey? Maravilhosa atuação do saudoso Michael Clark Duncan… O 1408 com John Cusack e Samuel L. Jackson, Iluminado e por aí vai… 
Não costumo ler um livro mais de uma vez, só se ele for extremamente maravilhoso e me chamar de novo ou, se surgir algum trabalho musical para ser feito, agora, os filmes baseados nas obras do King… Perdi as contas de quantas vezes assisti aos filmes que mencionei acima e também o Tempestade do Século… E olha que estamos falando de um filme de quatro horas e um pouquinho… Mas, nem tudo são flores, já a série The Mist realizada pela Netflix… Enfim, ainda não assisti It – A Coisa, mas pretendo ir e espero que os comentários não sejam tão negativos quanto Annabelle 2 recebeu… Mas o assunto agora é A torre negra…
Já tinha visto a série por aí e já tinha até falado de promoções na Submarino com a obra para minha irmã. Nunca pensei em comprar para futuras leituras, na verdade, se comprar mais livros do que já tenho, me colocam para fora aqui em casa e prefiro não arriscar e respeitar os limites geográficos do meu quarto de bagunça… Quando fiquei sabendo do filme, as coisas foram diferentes e dei um jeito para assistir e, sinceramente, na minha opinião seguiu a expectativa dos filmes baseados em sua obra.
A torre negra é um filme que chama atenção e que conta com personagens bem estruturados, intrigantes e interessantes. Idris Elba, desempenha muito bem o papel de Justiceiro e, Matthew McConaughey… bom, o cara incorpora de uma maneira que faz os olhos brilharem, também, o cara já é um ganhador de Oscar e sabe muito bem como trabalhar diante das câmeras, quanto ao diretor louco que se aventurou por esse mundo, Nikolaj Arcel, não conta com grandes obras em seu curriculum, mas isso termina aqui é claro, como Frank Darabont, um diretor que já fez diversas obras do mestre do terror.
Mas, se você curte King devido ao lado negro da força… Vá com calma nesse filme. Em a torre negra a pegada é mais uma ficção distópica com portais entre mundos e com direito a uma torre que poderíamos toma-la por uma Yggdrasil mais atual do que conhecemos dos velhos HQs de Thor. Mesmo assim, é um filme que tem uma ótima pegada e que cativa o telespectador conforme vai sendo exibido. Ação do começo ao fim, tudo começa quando Jake Chambers, mais um iluminado nas obras do King, consegue atravessar um portal para uma realidade paralela. Ao chegar em um novo mundo Jake encontra Roland Deschain (Idris), mais conhecido como o pistoleiro, um homem que Jake já conhecia, mas de seus sonhos, como também a personificação do mal do filme “O Homem de Preto” interpretado maravilhosamente por Matthew. 
Se você curte os climas dos filmes do King e também ficção cientifica com boas cenas de ação, com certeza vai curtir esse novo trabalho baseado na obra do mestre. Vale a pena assistir e reassistir. Até o próximo filme.