Ameaça Profunda – 2020

Sempre tive vontade de embarcar em um cruzeiro, mas até hoje não tive coragem de realizar algo dessa magnitude. Fico pensando em uma série de possibilidades, como: tempestade, maremoto, redemoinho ou até mesmo um Kraken surgindo do nada para provar que os gregos não criaram apenas mitos – neste caso, não seria o Kraken, foi petrificado por Perseu.

Mesmo com essa impossibilidade, não descarto os monstros. Já pensou se acontece uma tragédia e o navio afunda e os sobreviventes ficam boiando na superfície com as perninhas balançando de um lado para outro? Com certeza seriamos deliciosos quitutes para os tubarões que, em minha opinião de petisco, não deixam de serem monstros.

Mesmo assim, tenho fascinação pelas criaturas marinhas. Sempre estou assistindo ou buscando mais informações a respeito das criaturas abissais ou qualquer documentário sobre qualquer tipo de criatura interessante. Filmes de tubarão? Sempre separo um tempo para rever alguns que julgo sucesso, e que estão fora daquelas sequencias infindáveis e sem sentido.

Por isso, quando surge algum filme que acontece nas profundezas do oceano, pode ter certeza que aquele, assistirei. Algum tempo atrás me deparei com um filme “Ameaça Profunda” com a Kristen Stewart e a capa já chamou minha atenção. Não pensei duas vezes e comprei-o e, agora que assisti, estou aqui para falar um pouco a respeito de minhas impressões.

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Bom, começando pelo diretor, William Eubank, já realizou alguns trabalhos que receberam ótimas críticas, como: O Sinal: Frequencia Medo e Love. Além de Kristen, o elenco é formado por Vincent Cassel e T. J. Miller, entre outros. O roteiro foi escrito por Brian Duffield que já assinou filmes de destaque, como: A Babá e A Série Insurgente: Divergente, entre outros.

Sobre a direção. William não conta com grandes filmes em sua lista de produções, no entanto, o jovem é bem audacioso, afinal de contas, dirigir um filme com os pés no chão já é complicado, imagina fazer um filme onde não se tem uma ideia exata. Claro que já aconteceram expedições até aquele local, James Cameron foi pessoalmente conhecer a fossa das Marianas, para realizar seu “O Segredo do Abismo”, mesmo assim, reproduzir e passar a sensação de profundeza não é tarefa fácil, nem mesmo para um diretor já conceituado.

Curti a direção e a sensação de tensão e suspense em diversas cenas, inclusive, em uma delas tomei um susto tão grande que cheguei a saltar do sofá. Enquanto assistia, cheguei a lembrar do primeiro “A Bruxa de Blair” que soube explorar e usar ao seu favor a pouca iluminação, algo que valoriza e potencializa o suspense e o terror. Os técnicos de som do filme também merecem destaque. Agora, quanto ao roteiro… Tem seus altos e baixos, (mais baixos que altos).

O filme não é perfeito, particularmente, ao assisti-lo fiquei com a sensação que Deadpool apareceria a qualquer momento para salvar a todos. E por que dessa sensação? Não sei qual eram as características da personagem Paul Abel no filme, mas o ator que lhe deu vida, T.J. Miller, se esqueceu de dar uma vida original. As semelhanças de Paul com Weasel (nome de sua personagem em Deadpool 1 e 2) são tão impressionantes que cheguei a pensar que deixou o trabalho de barman para se aventurar como cientista.

Outro detalhe que chamou minha atenção foi à similaridade com “Alien: O Oitavo Passageiro”, com direito a filhotinho e tudo. De alguma forma, Kristen Stewart me fez lembrar de Sigourney Weaver, talvez devido ao fato de serem protagonistas fortes e por isso, as responsáveis por todo desenrolar da obra.

Quanto às criaturas: sinceramente? Não sei de onde surgiram ou por que surgiram. Houve uma explicação enquanto a estória se desenrolava, contudo, não foi convincente, ainda mais levando em consideração as características alienígenas. No filme, em um momento de desespero, uma das personagens responsabiliza as perfurações profundas, algo que me faz lembrar a explicação do surgimento do Balrog em O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel.

Nunca escrevi sobre um filme que me fizesse lembrar tantos outros, porém, isso é algo que fica no inconsciente, ainda mais quando se percebe tantas referências (para não dizer outra coisa) a grandes sucessos do passado.

Por exemplo: Quando Norah (Kristen) começa a ser engolida por uma das criaturas e só consegue se safar pela sorte de estar portando uma arma. Já vimos algo assim em Homens de Preto. Já assistimos em diversos filmes e até mesmo em desenhos, a mãe-monstro protetora que quer matar todo mundo por ter matado um de seus filhos. Godzilla (1998)com diversos ovos prestes a eclodirem. Não me recordo no momento, (e não vou assistir novamente para isso), mas uma cena me lembrou demais o filme do Aquaman.

Enfim, é isso, particularmente, Ameaça Profunda é um filme para ser assistido uma vez. Apesar dos pontos negativos apontados, é uma boa fonte de entretenimento, tensão e com direito alguns sustos, mesmo não fugindo do lugar comum, como qualquer outro filme sobre criaturas gigantescas. A criatura que surge no filme em questão, não é o Kraken, mas quem garante que não seja um primo em terceiro grau? Ou até mesmo um Kaiju que sobreviveu aos: Círculo de Fogo I e II… Por que não? Seria uma explicação até mais interessante do que ter cavado fundo demais.

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