Ao peido que pariu

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Esse caso que vou contar
Aconteceu com um patrício
Ele morava ali embaixo
E tinha um horrível vício
Sua mulher sempre dizia
Para todos em comício.

Todo mundo comentava
Sobre o vício do patrício
A esposa esperava
Que a vergonha daria início
Ao fim da mania
Daquele horrível exercício.

E se você está curioso
Pra saber o que fazia
Era algo particular
Mas incomodava a Maria
Que sentia aversão
Por aquilo todo dia.

Seu marido, Manoel
Ao deitar-se não beijava
Mal dava boa-noite
Apenas peidava
Como se fosse comum
Nem ao menos se desculpava.

E não eram aqueles peidos
Silenciosos e tímidos
Eram ensurdecedores
De cheiro tão temido
Que fazia tudo balançar
Principalmente a libido.

Maria havia feito
De tudo para conter
A mania do marido
Que fazia tudo feder
Ele parecia comemorar
Sem os fogos tentar conter.

Às vezes ela não sabia
Se dormia de cansaço
Ou se era anestesia
Aquele cheiro de cangaço
Antes do nascer do dia
Perto de seu braço.

Em todas as noites
Maria reclamava
E Manoel nem aí
Da mulher debochava
No silêncio do quarto
Apenas peidava.

Até o dia que Maria
Decidiu se irritar
Levantou na hora
Decidiu o marido avisar
Que um dia
Assim que acordar

Iria se deparar
Com suas tripas para fora
E não adiantaria chorar
Chegaria àquela hora
De tanto peidar
Expulsaria até a flora.

Manoel não se importou
Mal deu atenção
Para o aviso da mulher
E sua reclamação
Mas na manhã seguinte
Maria fez a obrigação.

Acordou mais cedo
Foi ter com açougueiro
Comprou linguiças
Daquelas sem cheiro
Que servem apenas
Para mostrar aos olheiros.

Maria voltou pra casa
Mais rápido que podia
Precisava colocar
Em prática naquele dia.
E ao chegar
O marido ainda dormia.

Ela colocou com cuidado
Tudo que trazia
Sem fazer qualquer barulho
Era hora tardia
Precisava ser rápida
Já amanhecia.

E depois de tudo posto
Com a missão cumprida
Desceu pra cozinha
Não parecer enxerida
Esperando ao lado
Para ver a sofrida.

Mas o tempo
Foi rápido passando
E Manoel não descia
Foi logo se preocupando
Nunca tardia
Algo estava matutando.

Foi então que decidiu
Ver o que acontecia
Assim que chegou a escada
Alguém gemia
Chamou pelo marido
Mas ele não descia.

Começou a subir
Para aquele mistério
Por fim descobrir
Poderia ser adultério…
Com uma mulher
Ou algo mais sério.

Ao chegar ao quarto
Maria espiou
Ele estava de quatro
Assim ela o flagrou
De cu para cima
Ela nem acreditou.

Enfiava as linguiças
Uma de cada vez
Gemia e se contorcia
Com muita timidez
Às vezes até sorria
Talvez por polidez.

Manoel que gemia
De dor e agonia
Nem percebeu a Maria
Que tudo assistia
Foi quando perguntou
O que afinal acontecia

Maria meu amor
Começou o marido
Eu devia ter ouvido
Pra sair nem senti
Mas agora devolvido…
Ai meu cú dolorido.

A você que chegou aqui, muito obrigado por sua leitura, compartilhe com os amigos. Sei que a finalidade do cordel é informar, mas neste mundo que vivemos, rir um pouco é muito importante e por isso, espero que tenha gostado desta adaptação de uma piada. Pretendo fazer outras, mas depende de você meu querido leitor. Felicidades para todos


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