Realmente vivemos em um mundo globalizado onde somos bombardeados mesmo sem querer com uma quantidade de notícias que, podem ser uteis ou não, algumas chegam até mesmo a beirar o absurdo enquanto outras, mais sérias trazem algo útil e relevante, entretanto, não sei por que cargas d’água é justamente as mais absurdas que paramos para ler.
Como por exemplo uma notícia que acabou pulando literalmente no meu colo ao visitar o Yahoo! Uma informação que não poderia deixar de escrever, na verdade, um estudo que alguns estudiosos de alguma universidade americana decidiram fazer por não terem mais nada de útil para fazer. Verdade, já pararam para pensar na quantidade de estudos sem pé nem cabeça que surgem por aí?
Acho que os políticos brasileiros devem estar fazendo escola, somente eles para ter cargos ótimos onde a crise não chega nem perto e ainda conseguirem tempo hábil para não fazerem absolutamente nada pelo país de verdadeiramente útil, quer dizer, contribuem para nomes super originais para crises nacionais, como por exemplo: lava a jato, carne fraca… Carne fraca parece slogan de conversa de botequim: Pô cara, acabei pegando aquela gostosona, sabe… Minha namorada não merecia mas a carne é fraca…
Bom, um desses estudos maravilhosos acabou chamando minha atenção. Em Utah (viu Estados Unidos) acabou definindo que a pornografia pode ser prejudicial à saúde pública. O estudo revelou que homens que passam muito tempo vendo esse tipo de conteúdo tendem a serem violentos com suas respectivas companheiras e ainda prejudicar os relacionamentos. Mas foi a chamada que mais chamou minha atenção: “Estudo indica que homens que assistem muita pornografia se sentem insatisfeitos em seus relacionamentos”. Barbaridade Tchê.
Sério… Será que homens realmente se sentem insatisfeitos quando assistem muita pornografia? Homens que são completamente visuais e que, quando estão entre quatro paredes depois daquela primeira bem dada, assistem um filminho para poderem bater sentido novamente? Será que não são insatisfeitos pelo fato da pornografia seguir os mesmos parâmetros das novelas, filmes e etc…
Bom, vamos lá, primeiro, pornografia não é algo feito com pessoas como eu ou você, são atores que nasceram para aquele papel e mesmo assim, um filme pornô existe seus cortes, suas pausas e tudo mais, sem mencionar o que todos dizem por aí, que nesse meio rola muito entorpecente para manterem os atores despertos para as cenas mais quentes possíveis. Já ouvi falar que as mulheres cheiram muito para poderem aguentar o que aguentam, afinal de contas, não são todas as mulheres que curtem investidas tão pesadas por caras tão superdotados.
Um ponto importante para falarmos a respeito de saúde masculina. Alguns homens, aqueles que assistem muita pornografia tendem a se sentirem inferiores diante de outro homem com uma ferramenta maior que a dele e, nada pior do que ver a mulher lá gemendo e com cara de prazer liberando todos os orifícios possíveis para ser completamente possuída, invadida e tudo mais. Homens gostam disso, para eles é o quesito de possuir, ter, ir onde nenhum homem chegou, tudo bem, um ou outro pode ter chegado, mas vamos deixa-lo pensar que foi o primeiro que pisou na lua, ok?
E não a nada pior para um homem do que se sentir inferiorizado por outro, ficar assistindo muita pornografia e ver aqueles homens com aquelas toras e aquelas mulheres suplicando para serem completamente possuídas (em todos os lugares) faz qualquer homem olhar para a sua companheira e dizer: viu, ela está deixando, por que eu não posso bater uma bolinha atrás do gol também? Olha a cara dela de prazer… E é aí que acontece a merda, a mulher vira e diz: também com essa coisinha mucha e sem graça… E eis que a síndrome da inferioridade brota no coração do macho confiante…
Não é segredo que a internet tem uma quantidade enorme de sites voltados para a pornografia, segundos mais estudos, cerca de 30% do conteúdo na internet é pornografia, ou seja, nunca foi tão fácil ter acesso adulto, tudo bem que alguns sites pornôs, conta com aquela advertência de conteúdo voltado para maiores de 18 anos, mas quando um adolescente de dezesseis anos quer ver algo assim, ele aperta o “tenho 18 anos” sem dor na consciência, afinal de contas, seus próprios pais já mentiram para ele quando pequeno com aquela velha história da sementinha.
Enfim, atualmente é muito fácil ter acesso a conteúdo adulto, desde fotos até vídeos, alguns desses sites são tão visitados que chegam a encabeçar a lista de procura do Google, mostrando que a empresa não tem restrições, que todos podem ser felizes, tanto aqueles que procuram por conhecimento como aqueles que procuram apenas um momento de inspiração para um trabalho manual ou para dar aquele tranco para o segundo round.
Na minha adolescência as coisas não eram tão fáceis assim. Naquela época tínhamos que ficar caçando nos esconderijos de nossos pais. Meu pai nunca teve essas coisas, mas os amigos sempre apareciam com uma ou outra, era uma coisa de louco e vivia querendo ter meu momento a sós com uma daquelas garotas. E olha que não eram vídeos, eram apenas fotos, momentos congelados e balões que diziam o que aquelas personagens estavam dizendo uma para outra.
E mesmo assim, ver uma revista dessas era extremamente raro, era muito mais fácil se deparar com alguma revista completamente rasgada pelas ruas, provavelmente obra de alguma mãe que encontrou o esconderijo do filho ou do pai e que, com raiva ou com medo do filho ser queimado no fogo eterno do inferno, rasgou aquela pouca vergonha e atirou os pedaços ao vento que, acabou parando nas sarjetas para adolescentes com os hormônios a flor da pele saírem correndo para juntar os pedacinhos e se divertirem em banhos demorados enquanto sonhavam com a fase adulta regada de sexo… Infelizmente, nas revistinhas e nos filmes, nenhuma atriz dizia não por estar com dor de cabeça ou por qualquer outra coisa… afinal de contas, nem sempre a vida imita a arte ou vice-versa.