Esses dias atrás minha esposa chegou em casa comentando que um pai saiu revoltado do cinema com seu filho no meio da sessão de Deadpool, pelos comentários, achou muito inapropriado para a idade do filho e ainda, revelou o descontentamento de ir ao cinema ver um herói do quadrinho e se decepcionar.

Minha esposa acabou dizendo que poderia ser o típico filme que gostaria de assistir, afinal de contas, não resisto a um besteirol. Enfim, acabei assistindo ao filme, mais pela curiosidade de saber o que fez o pai da criança sair tão revoltado e, como se não bastasse, ainda foi dar uma sapeada nos quadrinhos.

Geralmente no Brasil é comum tentarem deixar a menor classificação possível, alguns estúdios chegam até mesmo a cortarem algumas cenas pesadas para ser acessível ao maior número possível de pessoas. Se respeitarão tal decisão… Os cinemas barram, mas na internet nem todos contam com o filtro dos pais.

Bom, o filme não mostra nada demais, os bailes funks mostram muito mais e quanto aos palavrões, sinceramente, em produções nacionais existem muito mais também. Mas os filmes nacionais ganham na intensidade dos palavrões, por exemplo, se você observar alguém chamando alguém de filho da puta, repare nas bochechas de Quico que forma. É impressionante.

Quanto ao Deadpool, andei lendo algumas críticas e notei que muitos reclamam do personagem falar praticamente o filme inteiro, particularmente, não me incomodei nenhum pouco, pelo contrário, o jeitão porraloca do personagem que acabou me cativando: honesto, direto e sem frescuras. Vale lembrar que, Deadpool não é bem um herói, mas sim um anti-herói.

Por isso, relevei alguns comentários sobre o filme, geralmente anti-heróis não são convencionais, pelo contrário, alguns caminham nas margens borradas das histórias em quadrinho, nem todos são como o Capitão América, tão certinho e essas coisas típicas de heróis. Deadpool é louco, divertido e fala o que vem à mente.
Outro ponto que achei bem interessante foi a alusão ao papel vivido por Ryan Reynolds como Lanterna Verde da DC, logo no início do filme é possível ver um card do paladino verde e, talvez devido ao fracasso da produção, o personagem em seu falatório acaba falando de uma possível fantasia: “vermelha talvez, mas verde não”.

Bom, particularmente achei o filme divertido e com roteiro interessante. Não me incomodei pelo excesso de falas do personagem, afinal de contas, me pareceu algo característico, uma espécie de marca registrada do personagem, como outros do Stan Lee que, como não podia faltar, também marca presença na produção em um papel nada convencional, mas dá para ver que se divertia mais do que jogando xadrez no Avengers.

Não recomendo este filme para quem não curte filmes de besteirol. Como dito acima, o filme tem muito palavrão e muitas piadas nonsense, cenas de nudez e também de sexo, nada explicito apenas alguns seios e a bunda do Ryan Reynolds, ou seja, fãs do ator, assistam! Ah, ia me esquecendo, o filme é violento, mas a maioria das personagens são fantásticas, destaque para o barman (figuraça), ao Colossus do X-Men que faz o único bom moço de toda produção e ao taxista Dopinder.