Infelizmente, todo serviço público parece simplesmente visar à estabilidade profissional. Ainda mais em tempos tão complicados quanto este que vivemos, onde empresas quebram na mesma velocidade em que a violência cresce no país. É um absurdo, tantos políticos com tantas propostas e nenhum deles com uma voltada para pelo menos tentar melhorar um pouco a situação.

Tudo bem, Celso Russomano trouxe esse assunto para seu discurso televisivo, no entanto, deixou claro que uma parte teria redução de impostos enquanto outra… Bom, como dizem por aí, não adianta nada cobrir o sol com a peneira, não é mesmo? Além disso, deixaria claro o favoritismo, além de ser claramente injusto. O Brasil não precisa de uma solução parcial. Disso tenho certeza.

Outro ponto que me fez esquecer completamente esse nome em minha intenção de voto foi o fato de querer tirar os Ubers das ruas… Tanta gente desempregada e de repente o cidadão tem um carro melhorzinho e decide tentar a sorte nas ruas, entre a violência de marginais e de taxistas que sofrem com frotas milionárias e exploradoras que vivem como parasitas, na cola desses motoristas que já estão devendo ao abrirem os olhos para um novo dia…

Hoje em dia, as pessoas têm feito o que podem para ter um pouco mais de dinheiro, seja para pagar as contas ou para comer. Esses políticos parecem que esquecem que dinheiro investido retornar aos cofres públicos. É triste a nossa realidade e sinceramente, às vezes acho que a qualquer momento, um apocalipse realmente pode acontecer.

Às vezes olho para o mundo e tudo parece uma bomba que prestes a explodir, parece que demônios nos espreitam enquanto aguardam o momento correto para abduzir nossas almas e o pior, se esse momento por ventura acontecesse, talvez nos daríamos por felizes pelo simples fato do pior ter passado, a pior coisa é viver a mercê de pessoas que simplesmente parecem não estar nem aí para a situação.

Chegamos em um ponto tão deprimente e abissal que temos que escolher o menos pior, e o mais terrível é ver pessoas que causaram tantos problemas na economia regressarem à política com sorrisos angelicais como se não tivessem feito nada de terrível, como no caso do Collor votando a favor do Impeachment da ex-Presidente Dilma… Cara, aquilo foi surreal. Na minha opinião, ele nem deveria estar ali, como o Temer não deveria estar no poder hoje em dia, para mim, como vice da afastada presidência, ele foi cúmplice.

Raciocine comigo: se um piloto de avião comete um erro não é da obrigação do copiloto alertá-lo? E se por ventura o piloto não perceber que está colocando em risco a vida de outras pessoas, não é obrigação cívica e moral do copiloto tomar atitude? Caixa preta para quê? Faça uma sessão espírita e invoque a alma do copiloto que com certeza ele vai contar a verdade do que aconteceu, afinal de contas, ninguém quer ser culpado pelo crime dos outros.

Enfim, em pleno domingo, nós, brasileiros somos forçados a deixar nossos lares para votar em uma pessoa que pode afundar um pouco mais o país/estado, algo tão absurdo quanto à multa que temos que pagar caso deixemos de exercer nosso direito eleitoral. Dizem que isso é um direito adquirido, mas nenhum direito é obrigatório. Sinceramente, acho que essa obrigação tem relação com as Diretas Já… Vocês querem o direito de votar? Então tá, mas serão obrigados até o final dos tempos ou até alguém acabar de afundar o país…Nós, brasileiros consumimos muitos produtos americanos, nos deleitamos com seus filmes, com seus autores e com toda sua cultura, devíamos imitar seu caráter também, nada mais sensato.

Sinceramente, se alguém vai dar jeito nesta situação, não podemos afirmar, mas torçamos para que, em algum momento, uma nobre alma tenha consciência de seu papel na sociedade e que veja o país/estado como um todo e não como o seu próprio umbigo, que veja que a união não faz somente açúcar, mas um país/estado que pode se tornar modelo em uma realidade caótica, profética e apocalíptica.

O mundo precisa de mudanças, de consciência da necessidade que precisamos de algumas coisas para continuar seguindo nosso destino através desse plano, ter mais grana do que necessita para viver bem não mudará nada, pois no final das contas, depois que morremos tudo que levamos conosco é a nossa reputação e o que fizemos de bom. Belos jazigos em cemitérios de luxo não garantirão um lugar melhor depois que pararmos na estação final.

Nós brasileiros não exigimos nada de mais, tudo que queremos é o nosso direito de vivermos dignamente, de trabalhar, de consumir, de poder dar as nossas famílias uma vida mais digna e estável. Tudo que move os brasileiros até as urnas é uma esperança de que alguém, nesse covil de serpentes, realmente pense no país/estado como em um todo… E não como uma fração, como uma parte que merece algumas regalias, o país não é apenas São Paulo ou Rio de Janeiro, o país é todo territorial nacional e cada pedaço de terra tem o seu valor.