Você viveu contando histórias
Pintando quadros em tua trajetória
Do berço da corrupção
Criou acordes para uma nova canção
Caminhou visando a ascensão
De você, nasceu uma legião
E tuas palavras ecoaram
Por toda nossa nação.
Do Sul ao nordeste
Do interior ao exterior
A voz daquele outro poeta
Também não se limitou
Quem lembra de seu nome
Aquele chamado Agenor
Que falou tanto do amor
Sem nenhum pudor.
Meus heróis não morreram de overdose
Eles simplesmente viveram o que queriam
Seus passos sempre os levaram
Enquanto outros tantos o seguiam.
E aquela outra garotinha
Que parecia um trovão
Com sua voz retumbante
Calando um canhão.
Seu sorriso deixou de brilhar
Mas suas notas
Ainda vem a nos emocionar
Os astros morreram
Mas não deixaram de brilhar
Quem lembra do luar
E de suas palavras sem par
Uma metamorfose ambulante
De uma estranha canção arfante
Que ainda paira no ar
E que não deixaremos de cantar
Pois nos traz tantas alegrias
Pois dão cores aos nossos dias
Nada melhor do que uma canção
Para nos tirar do imenso barulho
Não se esqueçam também
Dos garotos de Guarulhos
Que nos fizeram sorrir
Pelo pouco tempo que estiveram aqui
Mas é assim que são as estrelas
Elas iluminam o céu
Para nunca mais deixar de existir
Dão vida ao vazio e depois nos deixam
Para outros mundos colorir.