Durante a votação que decidiria o destino da presidenta Dilma, a palavra que mais se ouviu foi: democracia. Uma palavra ligeiramente fora de contexto, afinal de contas, a democracia deveria ser a favor do voto consciente, algo que, infelizmente, a nossa única certeza é de que o próximo não fará muita diferença, pelo contrário, estamos cientes que não farão nada.

Mas, infelizmente as coisas funcionam assim por aqui. Somos forçados a deixar o conforto de nossos sofás para se dirigir para as urnas, em pleno domingo, alguns vão se arrastando, depois daquele almoço caprichado. E o pior, vai para as urnas com aquele pensamento: tenho que votar no menos pior… Gente, menos pior?
Que pensamento deprimente… Olha o ponto que chegamos! Estamos votando consciente que o fulano poderá enfiar a mãos nos cofres públicos, mas estamos levando em consideração quem poderá enfiar mais fundo… Isso é possível? Não condeno o povo, infelizmente essa é a nossa realidade, é preciso pensar no menos-pior-dos-ruins para ver se acontece algum milagre.

Acho que o voto deveria ser direito do cidadão e não obrigação. Se deixarmos de votar durante algum tempo, perdemos algumas coisas que são do nosso direito, não podemos tirar passaporte para o exterior sem apresentarmos os comprovantes, isso é apenas uma das coisas que lembro, ou seja, somos forçados a escolher alguém onde não existe opção.

Como no caso da Dilma por exemplo… Votamos no melhor? Não! Votamos no menos pior e olha a situação que chegamos… Será o segundo líder do país que será convidado a deixar o planalto através do impeachment, em palavras mais comuns, está sendo demitido com justa causa e mesmo assim, é possível voltar a trabalhar no ramo… Vide Collor e suas Lamborghinis.

Particularmente, sei que se o Brasil aderisse ao “vota quem quiser”, muita gente deixaria de votar justamente por não ter alguém realmente que passe confiança, ou aqueles que passam, depois de certo tempo, mostram a verdadeira face… É triste? Muito triste… Ainda bem que a maioria dos brasileiros não compartilham esse tipo de conduta em seus trabalhos, pois com certeza o mundo teria medo de roubarmos tudo.

Claro, se o Brasil adotasse o “vota quem quiser”, para não correr risco de um golpe político de determinado partido político, os partidos adotariam o voto estéreo, ou seja, seu voto não valeria absolutamente nada para tal decisão, afinal de contas, ele já está se candidatando, para ele, ele é o melhor político, o Messias tão esperado, principalmente para sua família que votam, não pela idoneidade do fulano, mas para ter um cargo de confiança.

Agora a presidente Dilma está nas mãos do senado, ainda comentou que fora vítima de uma bancada de deputados corruptos que armaram contra seu governo. Lembrando, deputados corruptos e mal educados que, além de diversas discussões ainda decidiram lembrar dos tempos de criança quando no começo das brigas, cuspíamos em nossos adversários… Mas parecia um Big Brother mesmo… Tava uma loucura aquele lugar. Todo mundo queria falar, discursar… Politizar… Todo político gosta de justificar os seus porquês…

É um tentando passar a perna no outro e quem acaba caindo de cara no chão somos nós, povo brasileiro. Quando os boatos começaram a surgir, Dilma sem pensar duas vezes armou uma saída e chamou o nosso querido Lula-lá para dar uma de flanelinha e passar o pano, mas acabou sendo impedido de dar continuidade e Dilma se viu sozinha. Tudo bem que foi sacanagem do Sérgio liberar o áudio das conversas e, se você acha que ele fez bem, sim, ele fez, de certa forma, mas tudo que ele queria era que nós, povo, ouvisse e se revoltasse e fosse para as ruas, como aconteceu com Collor.

Ou você acha que foi somente um bando de caras pintadas que tiraram o político do poder? O povo brasileiro tem força, mas eles tem as forças armadas e ninguém tem peito de aço para enfrentar e lutar. E, querendo ou não, a história de nosso país já remonta a corrupção desde seu nascimento, mas, como dizem por ai: ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão, ainda mais se for líder de nação.