Nunca curti filmes com animais, confesso que, normalmente, venho as lágrimas. Os animais são criaturas puras e bem diferente de nós humanos que matutamos, raciocinamos e ainda fazemos mal uns para os outros, seja jogando areia no ventilador ou derrubando aquele que está à frente só para tomar o lugar dele.
Mas, naturezas à parte, mesmo sabendo que pode rolar uma “menstruação ocular” (homens não choram rs), não resisto e acabo assistindo, ainda mais quando é um remake de um clássico do cinema mundial. King Kong já faz parte da história do cinema e desde seu primeiro lançamento, muitos cineastas e roteiristas tem explorado a figura mítica desse símio gigante. Se faziam isso anos atrás, imagine hoje em dia com a gama de efeitos e possibilidades que podem inserir em uma boa aventura.
O filme peca, ou melhor, a sétima arte tem pecado em algumas grandiosas histórias. Prova disso são as críticas acerca do roteiro e de grandes atores envolvidos na história, como por exemplo, o fato do já estigmatizado Tom Hiddleston ser encarado como anti-herói (…). Tudo bem o cara é um ótimo ator, se destacou nos filmes de Thor, porém, acabou ficando marcado como anti-herói devido ao seu grandioso papel. Claro, esse é apenas um detalhe perto de tantos que foram apontados, desde um roteiro fraco, desperdício de estrelas e alguns erros… Mas, esperar o que de um filme nos dias de hoje?
Sejamos francos, a indústria do cinema, apesar de seu arrecadamento milionário pelo mundo, está bem longe do que um dia foi. Antes da internet e da pirataria, o filme não deixava de lucrar por ter saído do cinema, pelo contrário, ao entrar para o homevideo, os valores continuavam a crescer tornando alguns lançamentos extremamente rentáveis. Hoje em dia, sabemos que as coisas já não são tão lucráveis assim e por isso a indústria tem investido de maneira veloz para superar o investimento em um novo filme e, devido a necessidade de lucrar, alguns detalhes podem simplesmente ser negligenciados.
Mas, como disse, não estou aqui para julgar e muito menos para criticar o filme, achei interessante tirando as falhas que só percebi depois que li alguém que sentou para procurar defeitos, particularmente, assisto um filme por puro prazer e amor à arte e, não fico atentando aos detalhes, só quando é extremamente gritante e ai… O filme não incomodou, prendeu minha atenção e mais uma vez odiei Samuel L. Jackson, o cara trabalha muito bem. Sempre admirei atores que sabem se fazer odiar, isso é um indício de um ótimo ator, como o Rei Joffrey da série Game of Thrones, como odiei aquele garoto até quis quebrar um funkko que caiu em minha mão…
Mas o que quero falar sobre o Kong: E a Ilha da Caveira, é algo que fugiu completamente dos anteriores, tudo bem que rolou muitos ferimentos e sofrimentos para um ser que estava lá em seu canto quietinho, mas pelo menos neste filme, deixaram o gorila gigante vivo. Algo que sempre me revoltou nos outros… Os homens iam lá na terra do animal, zuavam tudo e ainda capturavam, levavam para a cidade e depois que se libertava, o matavam… Puta sacanagem… Na minha opinião é claro e por isso, sempre torci para que o King Kong destruísse tudo.
Enfim, esse final “feliz” tem uma relação com as imagens que vem depois dos créditos, onde fica claro que muitas coisas virão por aí, como a própria Warner Bros., já anunciou, em breve teremos o King Kong de volta as telas lutando com outra fera dos cinemas e, quem sabe, muitas outras. Nesse Kong surgiu uma nova divisão que assemelha-se bastante com a S.H.I.E.L.D., e que passaram, bem no final dos créditos uma coleção de imagens a respeito de criaturas tão míticas quanto o Kong, agora é esperar para ver o que acontecerá com o último dos grandes gorilas do cinema.
Quanto a velha tradição de chorar nos filmes de animais… Você pode achar estranho chorar em um filme como este, no entanto, se você assistir até o final, depois dos créditos, verá uma cena tocante (pelo menos eu achei) do ator responsável pelas piadinhas no filme, John C. Reilly, um dos parceiros de Will Ferrell em seus filmes de comédia… Assistam e depois venham me dizer.