Sei que parece um título um tanto maluco, mas antes que abandone a leitura, te convido a ficar comigo pois revelarei algumas particularidades de minha vida. Uma fobia meio estranha que costumo partilhar com meus amigos mais próximos quando o assunto é o Senhor dos Anéis. Bom, não posso continuar sem falar um pouco mais a respeito de minha história com a saga do anel. 
Lembro que comprei meu primeiro exemplar de O Senhor dos Anéis em 1992, bem antes da onda dos filmes e da loucura que acabou pululando a obra de Tolkien, mas, se você é daqueles que acha que Tolkien só começou a ser falado no mundo por causa dos filmes… está enganado. E foi justamente por uma galera que manjava demais de o Senhor dos Anéis que acabei me embrenhando pelos mistérios da Terra-Média.
Dava muito gosto de ouvir aquele pessoal conversando a respeito dos personagens de um mundo fictício mas que, em muitos momentos, parecia real. Bom, essa era a intenção de Tolkien, afinal de contas, ele não só criou um mundo como uma língua e tudo mais que é necessário em um universo completo e perfeito. E a Terra-Média tem tudo para qualquer fã mais exigente não colocar defeito, é uma obra bem-feita e perfeita.
Mas, tudo bem, aí você me pergunta o que tudo isso tem a ver com uma tal de fobia que mencionei no começo do texto. Bom, vamos entrar nesses detalhes. Fanático pela obra de Tolkien e também de cinema, acabei trabalhando em uma agência de publicidade que prestava serviços para a Warner do Brasil. Para mim, sempre um tremendo orgulho, além de trabalhar com lindos materiais, estava sempre atento para novos lançamentos.
Um desses lançamentos tive um prazer orgasmico de trabalhar, isso aconteceu lá pelos anos de 2001, com o lançamento de O Senhor dos Anéis: A sociedade do anel. Não preciso dizer que fiquei ansioso a partir do momento que ouvi rumores da possibilidade da produção. Claro que fiquei imaginando quem seria o louco varrido que ousaria enfrentar uma obra tão extensa, completa e cinzenta… 
Quando fiquei sabendo do nome do diretor, fui atrás dele e percebi que não tinha muita experiência com filmes dessa magnitude. O Senhor dos Anéis não é como um Titanic ou outro filme qualquer, a saga dos hobbits que precisam queimar o anel na montanha da perdição (isso foi de propósito) é simplesmente espetacular de tão perfeita. 
Na época trabalhávamos com a parte do cinema também e por isso acabei sendo convidado para assistir O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel antes de qualquer outro mortal, essa pré era aberta apenas para artistas e a imprensa. Chique não? Pois é, lembro que assisti ao filme sem quase ouvir a minha respiração e, quando chegou ao fim da primeira parte… Foi ai que bateu a fobia que me acompanhou durante um bom tempo.
Sai da pré-estreia completamente atento… Não queria morrer antes de ter o prazer de contemplar a continuação do filme em “As Duas Torres” lembro que xinguei o Jackson justamente por estar com todos os filmes prontos, mas que, por efeitos de contrato, lançaria um a cada ano. E foi ai que, até o próximo lançamento, sofri com medo de morrer e não poder assistir a conclusão.
E não pense que parou depois que assisti o segundo. O mesmo medo retornou ao meu coração quando o tão inesperado O Retorno do Rei foi anunciado. Esperei mais um ano para poder assistir finalmente ao término da saga, lembro que, ao sair do cinema, respirei aliviado pensando: agora posso morrer em paz… assisti a toda saga do anel e o Frodo conseguiu finalmente queimar o seu na montanha da perdição.
Mas, alegria de pobre dura pouco e logo o Peter Jackson inventou de trazer ao mundo as aventuras de Bilbo com sua comitiva de anões para recuperar as minas dos anões. O Hobbit foi dividido em três partes e lá veio o medo de morrer e não terminar de assistir a todos. Tudo bem que já li ambos os livros, mas eu queria ver, mesmo algumas partes não condizendo, eu queria assistir, sei que em roteiros é necessário rever determinados detalhes, paciência. Também não sou tão radical assim.
Bom, depois de finalmente assistir no cinema as três partes de O Hobbit. Fiquei pensando no que o Peter Jackson poderia inventar agora no universo Tolkien. Achei que poderia fazer o simpático Tom Bombadil, personagem que ficou esquecido no decorrer da obra e que é muito importante no primeiro livro da saga do anel. Até ai, não fiquei nada curioso, só na espreita… até hoje…
Calma que já estou terminando… Vamos falar um pouco sobre uma série que conquistou o mundo de uma hora para outra e que até hoje não chegou a sua conclusão. Game of Thrones conquistou o mundo e se tornou uma das séries mais premiadas da história, algo que, com certeza, deixou seu criador muito feliz, confesso que tinha uma ideia de livro com quatro reinos, mas tive que descartar por causa do GOT. Nunca curti plágios, mesmo sendo uma coincidência.
O livro foi sucesso nas prateleiras do mundo inteiro e a série conquistou muitos fãs, tudo bem que nas primeiras temporadas o sexo comia solto, algo que não tem nos livros e que dá para perceber que os produtores preferiram inserir para dar um up nas tramas. Funcionou e muito bem. Hoje, a continuação da série vem sendo aguardada por muitos e muitos fãs que até desistiram de esperar que o George terminasse os livros restantes.
A série está para chegar ao fim e, segundo fontes, o próprio George passou algumas dicas para os roteiristas terminarem a série televisiva, algo que, indica claramente que o final no livro impresso pode demorar muito mais ou nunca ver a luz do dia. O que pode acontecer? Sinceramente, eu não sei, tudo que sei é que o George, um senhor de idade, fã de RPG tornou-se milionário da noite para o dia.
Mas, como disse, Game of Thrones está para chegar ao fim e, todos nós sabemos que é necessário outra série que tenha a mesma proporção e brilhantismo para continuar recheando os bolsos das grandes produtoras de conteúdo. E, pelo que anda circulando pela internet, me parece que a próxima mega série que estão querendo fazer é simplesmente baseada no Silmarillion.
Para quem não sabe, o Silmarillion nada mais é que a bíblia da Terra-Média. Neste livro Tolkien teve a cara de pau (o cara foi um gênio) de criar uma linha de tempo, não somente para o mundo criado, mas também uma espécie de árvore genealógica para todos as suas personagens. Um livro complexo mas deliciosamente maravilhoso de se ler… e agora, fortes rumores indicam que será a próxima série que os estúdios estão estudando para transformar em realidade.
Se tudo correr bem, em breve teremos toda obra fantástica e maravilhosa de Tolkien em imagens, algo que, com certeza encherá os olhos de muitos apaixonados por esse universo completo que esse professor inglês deixou como legado de sua genialidade. Agora, vamos torcer para que o Peter Jackson faça o Tom Bombadil e um dia possamos ter em casa toda a saga e histórias que povoam esse mundo de ficção que tem o dom de parecer um mundo que realmente existiu tamanho a sua complexidade, genialidade e todos os outros adjetivos que não me vem a cabeça.