Quem me dera ser um mecânico de mim mesmo,
Talvez poderia me acertar antes de cometer erros.
E não teria tantos pensamentos negros a esmo
Que me fazem parecer um ser simplesmente dantesco.
Quem me dera poder me reinventar ainda no ventre
De saber os caminhos que machucaria outro alguém
Me desviaria deles mesmo sendo forçado, entre
Escolheria jamais sorrir no lugar da dor de outrem.
Quem me dera ter perdido a luz antes de observá-la
As lágrimas não deixariam de cair das faces daqueles
Mas pelo menos, eu não seria o martelo a condena-la
Quem me dera… quem me dera… estar entre eles…
Anjos que pairam sobre o véu de ignorância terrestre
No silêncio do não ser seria melhor do que guardar
Neste peito e mente que não suportam sofrimento
O sorriso falso que esconde aquilo que não aparece
As palavras sem sentido simplesmente para afugentar
As lástimas de lábios que murmuram seu tormento.