Faz algum tempo que se ouve a respeito de reforma trabalhista, algo que deixou muitos trabalhadores e sindicatos preocupados. Primeiro foi a ex-presidente Dilma que veio com a história de mexer na legislação trabalhista, algo que acabou causando um grande furor nos bastidores da política. Particularmente, tirar alguns direitos do trabalhador pelo próprio partido dos trabalhadores poderia ser encarado como uma traição sem tamanho.

Enfim, com as manifestações da classe trabalhadora e dos sindicatos, a ideia acabou sendo esquecida e abandonada pela até então, Presidenta da República. Michel Temer, o atual Presidente em entrevista realizada alguns dias atrás assegurou que a legislação trabalhista continuará do jeito que está, ou seja, os trabalhadores continuarão gozando de seus respectivos benefícios, afinal de contas, segundo o próprio Presidente Interino “trabalho é um direito constitucional de todo ser humano”.

Antes de qualquer outra palavra, quero deixar bem claro que também sou assalariado e que achei as palavras do atual presidente, fantásticas, porém, devemos levar em consideração que o empresário também é um tipo de trabalhador, ou seja, ele deve gozar de determinados direitos e facilidades. Se as empresas quebram, não é apenas devido à crise que passa o país, mas também pelos altos impostos que o governo impõe, ou seja, as empresas precisam lutar contra a crise e contra os altos impostos.

O governo tem criado medidas para reduzir a taxa de desemprego que vem crescendo exponencialmente, afinal de contas, manter um funcionário não é uma das tarefas mais fáceis, ainda mais em tempos tão negros para a economia. Além de o governo ter os custos com o seguro desemprego, afinal de contas, eles só querem arrecadar!  Geralmente, os gastos com a mão de obra não se limitam apenas ao pagamento do salário sobre os serviços prestados, mas existem encargos criados para manter aquele funcionário na empresa, ou seja, além do salário, o funcionário pode gerar um custo para o empregador de até 50% de seu salário. É mole?

O país precisa de dinheiro para continuar a crescer? Claro que precisa. Aumentar os impostos poderia resolver a situação? Claro que sim! Mas teria um efeito colateral devastador e a taxa de desemprego poderia se tornar exorbitante, isso sem mencionar as falências. Isso sem mencionar que trabalhador desempregado consome somente o que é indispensável. Não existindo consumo, não existe receita para as empresas, ou seja, é uma imensa bola de neve que vai crescendo a cada centímetro na descida da montanha financeira.

Por isso sugiro: quer reduzir a taxa de desemprego do país? Muito simples, crie planos de incentivo para empresas, reduza os encargos tributários, faça algo pela saúde empresarial do país. Desta maneira, o empregador terá condições e confiabilidade na política nacional, saberá que os líderes do país são pessoas sérias que pensam no país como um todo e não em territórios. Desta forma, outras empresas investirão no país e poderão abrir filiais, reduzindo ainda mais o quadro de desemprego.

Em consequência, os seres humanos teriam o direito institucional de emprego mencionado pelo atual presidente, também teriam poder de compra, aumentando a circulação do dinheiro no país através do comércio. Teríamos um país mais feliz, mais justo e mais satisfeito com suas políticas econômicas, isso sem mencionar, mais estabilidade.

Se querem arrecadar mais dinheiro para o país, o caminho não é aumentar os impostos dos produtos ou dos serviços ou dos encargos, mas sim, o que fizeram algum tempo atrás, a contratação de Ubers para transportar os políticos para o Planalto, algo que, segundo planejamento, poderá reduzir e muito os gastos com transporte. Eu, particularmente, contrataria ônibus fretados para reduzir ainda mais.

Vivemos um momento que as palavras-chaves para vencer essas barreiras são: contenção de despesas. Aumentar impostos ou tirar alguns direitos do trabalhador poderia até ajudar na arrecadação de dinheiro nos cofres públicos, mas, como dizem por aí: o que adianta cobrir um santo e descobrir outro? Com essa atitude, um colapso eminente com certeza poderia se transformar no Apocalipse tão anunciado. O Brasil tem jeito, basta nossos políticos investirem suas inteligências em soluções de longo prazo e seguir adiante.