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Sobraste das palavras, apenas estilhaços, fragmentos
Consoantes e vogais dispersadas no silêncio do vazio,
Magnetizadas pelo sentimento terrível do rompimento
Que traz em suas entranhas dissipadoras, o frio.

O mesmo frio cortante e congelante que transforma,
Qualquer coração em um iceberg encalhado no peito
Sem qualquer razão de bater, sem qualquer razão de ser
Sem qualquer razão de tentar novamente…

Daquilo que existiu e nos uniu, sobrou apenas a forma
Que dizíamos um para o outro daquele nosso jeito
Que seria para sempre ou pelo menos, até nosso morrer…
Acho que nos enganamos, achando que seria diferente.

Mas infelizmente, parece que as pessoas seguem padrões
Que vão se repetindo, conforme passam as estações
Vão se perdendo junto com as cores que desbotam
Ao chegar o outono e o inverno que nos conformam.

Nos fazendo crer, que tudo é, como deve ser.

Será?


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