Voltar ou não voltar: eis a questão

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Na última partida de futebol masculino das Olimpíadas 2016, o Brasil estava completamente tenso quanto ao último adversário da seleção canarinho, afinal de contas, foram seus conterrâneos (Alemanha: 7×1) que nos fizeram engolir sete intragáveis gols na última copa do mundo. Foram noventa minutos de tensão, seguidos por mais trinta e para finalizar nos pênaltis. Mas como dizem, Deus é brasileiro.

Mas a emoção não terminou no gol que “prateou” a equipe alemã, pelo contrário, ela continuou com o ousado Neymar atravessando um mar de pessoas para comemorar o título com sua ex-namorada, Bruna Marquezine, que estava de braços abertos para receber um dos maiores jogadores e um dos mais jovens milionários do mundo.

Não demorou muito tempo para a notícia se espalhar pela internet e dar início a uma outra torcida, para que o casal esqueça as razões da separação e que reatassem o relacionamento de uma vez. E é justamente este o ponto principal desta crônica: voltar ou não voltar para um antigo amor, eis a questão.

Um relacionamento nasce de um olhar que pode durar segundos ou, se por ventura a pessoa for um pouco lenta demais, pode chegar a minutos ou até mesmo horas. Este é o primeiro passo a dois, sentido a um caminho comum que pode dar certo ou não, afinal de contas, um relacionamento não é sustentado apenas por uma, mas sim pelas duas pessoas.

É convivendo que aprendemos e descobrimos se aquela pessoa é boa para nós ou não. Não existe outra maneira de descobrir, por isso, o amor não tolera dúvidas, ou você vai ou você fica, não tem essa de ficar parado no meio do caminho esperando para ver o que vai acontecer. O primeiro passo para um amor dar certo é simplesmente ousar vive-lo.

Cada relacionamento cresce de maneiras diferentes, como dito acima, tudo depende dos dois lados desta mesma moeda, se um dos lados não souberem exatamente o que quer, provavelmente o sentimento desvalorizará e poderá levar ao término, porém, o término não é apenas definido pela falta de amor, pelo contrário, existem pessoas que terminam mesmo amando, o que naturalmente, dois ainda mais.

Se já terminou com alguém amando, com certeza sabe o quão é doloroso e difícil tomar uma atitude como está, no entanto, vale destacar que é necessário coragem, que é necessário pensar primeiramente em você mesmo do que no alvo de seu amor, como dizem, não podemos amar ninguém se não somos capazes de nos amar primeiro. Concorda? Espero que sim.

Mas como o próprio título diz: voltar ou não voltar, eis a questão… Acredito que os relacionamentos terminam por uma determinada razão. Às vezes esquecemos, às vezes a emoção ou a carência acabam falando mais alto, independente da razão de se entregar novamente nos braços do antigo ex, mais cedo ou mais tarde, é possível se deparar mais uma vez com a razão do término anterior.

As pessoas não terminam simplesmente por que o dia nasceu nublado ou ensolarado demais, as pessoas terminam por diferentes razões, algumas culpam a incompatibilidade de gênios, outras que os defeitos do parceiro são maiores que suas qualidades, outras que descobriram gostar de outra pessoa e por aí a fora. Independente das razões que levaram ao término, existiu uma razão, uma razão que pode voltar a acontecer, mais cedo ou mais tarde.

Não estou dizendo que não acredito no amor e muito menos que não acredito que as pessoas podem ser felizes quando decidem reatar um amor que se perdeu por alguma razão. Acredito no amor, porém, acredito que, dependendo da razão que causou a separação, mais cedo ou mais tarde ela pode surgir novamente e o casal poderá chegar ao mesmo impasse e com mais machucados e arrependimentos.

Acredito em retornos, porém, retornos conscientes. Em retornos que sabem olhar para o passado e consertar o erro de maneira madura, sem jogar na cara em um futuro distante ou não tão distante assim. Acredito em retornos que não tenham a razão do término ligados à natureza de cada um, afinal de contas, cada um tem seu jeito de ser, cada um tem suas próprias cores favoritas. Acredito em retornos, desde que os retornos tragam de volta o sentimento que os uniu e não aquele sentimento que destruiu. Se Neymar e Marquezine vão realmente voltar, particularmente, não mudará em nada minha vida, porém, que seja para trazer felicidades para o casal e não para lembra-los do que os separaram.


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